segunda-feira, 16 de junho de 2008

Trabalhar em casa pode ser bom

Alternativa. Pesquisa mostra aumento no número de brasileiros home-officers.

Ter horários de trabalho flexíveis, não perder tempo e paciência com filas intermináveis de carros nos congestionamentos do trânsito e poder realizar as suas tarefas de trabalho em um ambiente que esteja com a sua cara. Estas são vontades de muitos trabalhadores de todo o país, mas que aos poucos se tornam realidade e vão se transformando em mais uma alternativa para muitos brasileiros.

Actualmente, a possibilidade de trabalhar na própria casa deixou de ser uma opção apenas para pequenos empresários que, por iniciativa própria, montam seu próprio negócio, e passou a ser uma realidade para as demais organizações, que possibilitam ao colaborador que faça o seu trabalho, ao invés de no escritório da companhia, no próprio lar.

Esta nova realidade é comprovada por uma pesquisa da Organização Market Analysis realizada em nove capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, que revelou que o serviço "virtual", conhecido também com o tele-trabalho, já é adoptado por 23% dos funcionários do setor privado. Segundo a pesquisa, já são cerca de 10,6 milhões de tele-trabalhadores no Brasil, número que em2001 não ultrapassava os 500 mil. As micro-empresas são as que mais utilizam esse tipo de serviço.

De acordo como director geral da Market Analysis, Fabián Echegaray, em Belo Horizonte os resultados foram do mais interessantes entre os analisados. "Quando focamos na experiência de tele-trabalho ao longo do último mês, a média geral de trabalho virtual ou web-commuting é de 23%, e a de BH, de 31%; porém, não é em BH onde a vivência do tele-trabalho ocorre com maior intensidade", explica Echegaray. Segundo o director, a intensidade não é maior porque, na capital mineira, o tele-trabalho ainda adquire o carácter de prática apenas em alguns momentos críticos do mês, e não um exercício contínuo incentivado e quase institucionalizado como em outras capitais do país.

Porém, conforme o director, a disposição mais forte a adoptar o tele-trabalho ocorre justamente entre os trabalhadores residentes em Belo Horizonte. "A média de interesse futuro é de 34% dos trabalhadores, mas em BH chega a 62%. São principalmente homens e acima dos 40anos,diferentedo restante do país, onde a maior aceitabilidade por tele-trabalho como opção futura ocorre entre os jovens de 18 a 29 anos", afirma Fabián.

Rotina menos stressante

Rita Vidigal acorda às 8h todo dia para começar a trabalhar. O detalhe: dentro da própria casa. Mesmo com a rotina mais flexível que o trabalho de vendas por telefone possibilita, ela faz questão de manter o horário de trabalho de segunda à sexta-feira, até às 18h. Após trabalhar de forma “padrão” por seis anos em uma empresa, Rita decidiu que era hora de arranjar algum método de trabalho que possibilitasse um melhor aproveitamento do seu tempo durante o dia. “Ter que se deslocar para o trabalho é a pior parte. Além de ter os gastos financeiros com o transporte, seja de carro ou de autocarro, ainda há a perda de tempo causada pelo trânsito”, diz Rita.

Apesar de estar disponível para o trabalho durante quase todo o dia, Rita afirma que faz o seu horário de forma mais flexível. Com a possibilidade de escolher os melhores momentos para trabalhar, por muitas vezes ela consegue resolver outros problemas da área pessoal. “No tempo em que eu estaria trabalhando dentro de um escritório, agora eu posso tirar alguns minutos para resolver outras pendências da minha vida”, explica a vendedora.

Quando a pergunta é qual tipo de emprego Rita prefere, ela não hesita em responder. “Com certeza trabalhar em casa e por conta própria. No meu caso, ainda evita problemas com patrões. É um desgaste a menos”, afirma.

adaptado de otempo online

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